Sunday, May 17, 2009

... + K ?!?


A bibliografia amiga, diz-nos o seguinte:

“O potássio, à semelhança do azoto, é também absorvido pelas plantas em consumo de luxo. No entanto, os excessos não têm agora inconvenientes quantitativos e/ou qualitativos nas produções, desde que esteja assegurado que não vai deprimir a absorção de outros catiões, nomeadamente o magnésio e o cálcio através do fenómeno do antagonismo iónico.”
(…)
“O antagonismo cálcio-potássio manifestar-se-ia por uma depressão na absorção de potássio quando a planta (…) dispões de elevadas quantidades de cálcio; o antagonismo potássio-magnésio ocorreria (…) por uma depressão no teor de magnésio provocada pelas adubações potássicas intensas.”
(…)
“Por outro lado, para igual carga, verifica-se que a adsorção é mais intensa quando o valor do ião hidratado for menor. Assim, em igualdade de outros factores, a adsorção do Ca++ (quando hidratado tem um diâmetro de 6Ao) seria mais intensa que a do Mg++ (o ião hidratado tem um diâmetro de cerca de 8Ao); e a do K+ (diâmetro do ião hidratado de cerca de 3 Ao) mais acentuada do que a do Na+ (diâmetro do ião hidratado cerca de 4,3Ao).”

J. Quelhas dos Santos, "Fertilização"


Apesar de não haver respostas directas à situação em questão, há uma série de justificações teóricas que explicam parte da questão.

De qualquer maneira persistem ainda as dúvidas do impacto de tal valor de K2O na cultura do trigo, do tipo de reacção da cultura e da necessidade de resolver o problema (se é que ele existe…).


1 comment:

Dina said...

Vês????? Eu não te disse que o Freud tinha razão?