Já estamos em Outubro e a nossa tão afamada Colza já se encontra semeada há cerca de mês e meio.
Como viram no outro post, tem uma semente muito muito pequena, e por vezes o encontra algumas dificuldades durante o processo germinativo… foi o que aconteceu mais uma vez este ano.
Como a área é grande e a janela de oportunidade é relativamente estreita para as máquinas disponíveis, não conseguimos semear no momento óptimo, mas sim no período óptimo. Deste modo, se chover durante a sementeira, consegue-se perceber bem demais o que foi semeado antes e depois da chuva.
O que acontece geralmente com este tipo de terra depois da chuva é a formação de uma crosta.
Esta é mais ou menos espessa, e de acordo com o estado em que as plântulas se encontram, conseguem vence-la com mais ou menos dificuldade.
Normalmente a formação de crosta na fase de germinação leva a uma diminuição da densidade de plantas/m2.
Maneiras de evitar a formação da crosta após a chuva é deixar o máximo de material vegetal à superfície do terreno através da sementeira directa ou então da mobilização mínima, contudo quer um quer o outro são sistemas que requerem muita prática para uma conseguirmos uma sementeira uniforme.
Depois da crosta formada, ou chove novamente num curto espaço de tempo e estamos safos, ou então temos uma janela de oportunidade muito reduzida para passar um “rolo dentado” (não tenho a certeza se é este termo correcto) que tem de ser bastante acautelada para não matar de vez as plântulas que não emergiram.

